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Aula sobre Liderança: a Liderança estilo Steve Jobs da Apple

A partir de hoje vou publicar, uma vez por semana, um artigo sobre “Liderança”. Mas, não quero falar no “vazio”. Ahh, o líder deve ser isso, o líder deve ser aqui, o líder “deve”. Isso é peça de retórica mais do que gasta. É bom sim falar de qualidades, mas é melhor ainda falar de pessoas que encarnam estas qualidades.

Então vou começar falando do mais polêmico dos líderes de negócio da atualidade: Steve Jobs. Para quem não sabe Steve Jobs é o polêmico presidente da Apple. Um cara que saiu do nada e chegou ao topo tão rápido quanto saiu do topo e voltou novamente para o topo tão rápido quanto subiu. Este sim tem uma vida de altos e baixos. E é este justamente um dos grandes desafios de Steve Jobs hoje: manter o equilíbrio.

Steve Jobs tem um histórico familiar complicado, mas que não serve de motivo para justificar seus arroubos de ira e fúria. Ele é filho adotivo e nunca se conformou com esta condição. Isto é explicito no seu caráter. De hippie contestador este jovem brilhante se tornou o fundador de uma das maiores empresas de software (e porque não design) do mundo. Sem dúvida ninguém pode contestar sua capacidade de vislumbrar grandes horizontes e muito menos sua capacidade de concretizar sonhos, mas sua capacidade de gerar teias de relações é altamente contestável.

Este é um dos grandes desafios da geração de líderes atual e também das grandes corporações: aliar inteligência prática com inteligência emocional (ou afetiva). Há um grande número de jovens que tem chegado a cargos de liderança e chefia (de gerentes, diretores e até presidentes) com menos de 30 anos. São jovens brilhantes em termos de conhecimento técnico e visão administrativa, no entanto carecem (em sua grande parte) de maturidade afetiva e isso os tornam frágeis em termos de relacionamento com seus subordinados. Os relacionamentos se tornam primordialmente verticais ao invés de horizontais. E dentro desta escalada hierárquica vertical o líder se torna frágil quando a coisa esquenta e o “balde ferve”, pois nesta hora ao invés de colaborar e cooperar com o chefe (suposto líder) os subordinados querem mais é ver o chefe virar purê…

Steve Jobs sem dúvida é um destes casos. Um jovem brilhante que conseguiu antever o potencial mercadológico da interface amigável a frente de grandes corporações como IBM e Xerox levando-as quase a pique, mas que naufragou dentro do seu próprio barco por não se entender com sua tripulação. A grandeza da inteligência de Jobs se só tornava proporcional a sua incapacidade de receber uma contestação de sua inteligência. Ninguém podia contestar nada que ele logo se impunha como “a mente” por trás da Apple!

Na época em que “comprou” o sistema operacional de interface amigável da Xerox Jobs insistiu em se manter uma empresa que vendia computadores ao invés de se tornar uma empresa de software. Ele, mais do que qualquer um, sabia que o futuro estava no software! Mas, porque então se manteve na mesma linha da IBM e da Xerox (que vendiam computadores)? Puro ego… Mesmo sabendo neste novo mercado de software e sendo questionado por sua equipe Jobs se manteve no caminho da “venda casada” (vender computador casado com software em com sistema de exclusividade da Apple).

Isso abriu espaço para um novo player: Microsoft. Bill Gates entrou no mercado pirateando o sistema da Apple (que pirateou da Xerox), mas Gates seguiu o seu faro de mercado e as evidencias que haviam na época: licenciou seu sistema operacional e não entrou na onda de vender computadores. Mesmo vendo os lucros da Microsoft e o declínio de sua empresa Jobs não deu o braço a torcer e se tornou ainda mais obstinado em ter razão.

Com a abertura de capital da empresa rapidamente ele se indispôs com os acionistas o que o levou a ser afastado da empresa anos mais tarde. O sua incrível inteligência lhe proporcionou criar novas iniciativas (Pixar – por exemplo), mas ele teve que passar pelo ostracismo para aprender a ser mais humilde. O ostracismo fez com que ele aprendesse a ser mais colaborativo tanto com pessoas quanto com outras empresas do setor. Quando voltou para a Apple Steve já estava “sistêmico”.

Seus novos produtos mostravam que ele não se julgava mais o “Rei Sol” das corporações. Agora ele estava buscando parceria e cooperação. O caso do Ipod é clássico: um aparelho que funciona em rede. Fez acordo com indústrias fonográficas (pagou direitos), aderiu a internet (saiu do mundo do hardware), aderiu a uma tecnologia que não era dele (o mp3), criou um sistema operacional aberto (safári) e ainda abriu mão da exclusividade do sistema operacional para seus aparelhos (imac, G4 agora rodam windows também). Steve Jobs se render ao Windows? É o equivalente a Clodovil calçar as sandálias da humildade…

Quando a polemica em torno do preço e do “travamento” do aparelho surgiu Steve Jobs (demorou), mas cedeu quanto ao preço. Agora vamos ver quanto as operadoras e o licenciamento do produto. “Hoje a Folha divulgou em reportagem que o preço do iPhone não deverá ser muito mais alto que os R$ 199,00 e R$ 299,00. ótima notícia, certo? Em partes. Não podemos nos esquecer que para você retirar um iPhone 3G lá fora precisa assinar um contrato de 2 anos de fidelidade com a AT&T – o que no Brasil é proibido segundo as normas da Anatel.”
http://seidimobile.com.br/2008/06/12/a-polemica-do-preco-do-iphone-3g/

A polemica deve continuar neste caso. Mas, o que quero ressaltar é que Steve Jobs foi prejudicado pela excessiva confiança na sua inteligência e pelo pouco investimento em criar teias de relações. É preciso repensar bem o excessivo peso que se dá a competência individual e a questão da liderança de redes. Hoje, todos nós estamos conectados e interconectados de alguma forma. Como diria o filosofo: nenhum homem é uma ilha.

Mas, a inteligência emocional (ou inteligência afetiva, ou capacidade de criar relações) precisa ser exercitada no dia a dia. Ela é como um músculo. Se você malha ele desenvolve se não malha fica flácido. Por a liderança onde líder é um líder servidor ainda é a melhor forma de exercitar esta competência e desenvolver habilidades de liderança sólidas e consistentes.

A inteligência de Steve Jobs não o salvou na sua própria empresa então o que o faz pensar que sua inteligência poderá salva-lo na empresa onde você trabalha? Pense nisso…

Obs: Aprenda mais sobre Steve Jobs:

http://www.museudocomputador.com.br/personalidades_stevejobs.php

http://incompreendido.wordpress.com/2007/09/26/a-historia-de-vida-de-steve-jobs-descrita-pelo-proprio/

Vídeo
http://mais.uol.com.br/view/933djc8m5e6u/trechos-de-piratas-do-vale-do-silicio-040268D0A15307?types=A&

Categorias:Uncategorized
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    agosto 11, 2008 às 8:07 pm

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    agosto 11, 2008 às 8:09 pm

    Gomen kudasai.

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