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Gestão de Pessoas e Madagascar: do zoológico corporativo a selva do empreendedorismo

Hoje temos o privilégio de ter disponíveis inúmeros filmes que podem ser trabalhos em dinâmicas e treinamentos em organizações empresariais. Os líderes de equipes de equipes nas organizações empresariais tem um bom conjunto de opções para tratar o seu business. Mas, antes esses lideres de equipes nas organizações empresariais tem que se atentar para o que Peter Drucker diz:

O mais importante é que os executivos tenham em mente o seguinte: são as pessoas que realizam o trabalho. Não o dinheiro, não é a tecnologia. Portanto, a principal tarefa do executivo – ou, eu diria, seu principal desafio – é tornar as pessoas produtivas. Isso vai ser um desafio ainda maior com o passar do tempo, pois os trabalhadores do conhecimento não se vêem como empregados, e sim como parceiros das empresas” (DRUCKER, 2006, p.21; In Árvores não crescem até o céu. In HSM Management: janeiro-fevereiro de 2006.

O filme Madagascar é fantástico em termos de exemplificação de um ambiente organizacional! Temos um ambiente organizacional confortável (o zoológico) que se compara as grandes corporações empresariais (multinacionais) que propiciam todo o conforto para os membros de suas equipes: notebooks, palms, carros, tecnologia… Temos um líder de equipe talentoso e egocêntrico (O leão Alex) que se torna ainda mais egocêntrico dado o ambiente favorável da empresa. O leão Alex é típico líder de equipe de multinacional que se julga o máximo sem se dar conta de que grande parte do seu empreendedorismo (seu sucesso) e da sua motivação (seu entusiasmo) se deve as condições favoráveis que a organização empresarial cria.

O leão Alex é tipo do líder empolgado, todo motivado que gosta de dar conselhos aos outros de como agir e galgar postos dentro da empresa. Ele é, resumidamente, a estrela do time.Temos também uma outra típica figura de organização empresarial: a zebra Martin. Este é aquele tipo de funcionário que tem o desejo de sair da rotina indo além do cotidiano, mas se vê (literalmente) limitado pelo ambiente organizacional de conforto em que vive: o zoológico. É o tipo de funcionário que quer inovar, faz o melhor que pode no trabalho dele, mas não se empolga muito com o sistema que a organização empresarial oferece. É do tipo que se vê limitado pelas circunstancias as quais a empresa o coloca, mas no fim faz bem o seu trabalho. Ele quer inovar, mas não encontra espaço para isso e ainda enfrenta resistência daqueles que se encontram beneficiados pelo esquema vigente na organização empresarial.

O hipopótamo Glória é do tipo de membro de equipe que faz o que aparecer pela frente que não questiona muito a respeito da natureza das coisas, mas vive de resolver problemas do momento. É o funcionário que não se questiona sobre estratégias da empresa, ou core business, ou marketing, ou clima organizacional. Ela é o tipo de funcionário que faz o que tem que fazer. É um funcionário útil em tempos de prosperidade, mas maléfico em tempos de crise. A girafa Nelman é aquele cara que tem conhecimento sobre muitas coisas, mas tem pavor de decisões de qualquer tipo resistindo a mudança, mas aderindo a ela rapidamente no primeiro sinal de que ela é segura. É típico funcionário que tem medo de tudo, mas acompanha se tiver alguém para motiva-lo a isso. Estes quatro personagens podem ser encontrados facilmente em qualquer organização empresarial.

Toda a aventura começa quando a Zebra Martin toma a iniciativa de ser empreendedor e buscar novos horizontes que vão além do zoológico. Ele quer conhecer o seu potencial na selva, tal como um empreendedor deseja conhecer seu potencial lidando direto com o mercado. Ironicamente era o leão Alex que resistia a idéia de se aventurar na selva porque entendia que não havia nada de errado com o zoológico tal como muitos não vêem nada de errado dentro de organizações que estão dando certo se iludindo com uma possível curva eternamente ascendente…O fato é que o Leão Alex, tal como muitos de nós, só se sente o maioral quando esta em um ambiente organizacional favorável (recursos, boa equipe, ambiente mercadológico favorável etc). Qualquer líder de equipe quando esta em um ambiente assim também ruge, se exibe, é auto-confiante, e, mais do que isso, acaba se tornando um rei da auto-confiança tal como Alex.

Muitos destes líderes de equipe, como o leão Alex, tem consciência de suas limitações apesar de não assumi-las em público. No entanto, podemos dizer que é um fator limitante do potencial do felino. Claro que não podemos dizer que Zebra Martin é o empreendedor. Ela mal sabe o que é de fato a selva, mas ele entende que é possível explorar novos horizontes. Isso lhe confere uma qualidade que é fundamental para o empreendedor: ousadia.

Isso mesmo! Parte da ousadia da Zebra Martin vem do fato de que ele mal sabe o que é uma selva. Os outros dois personagens são levados pelos eventos, no entanto há um claro conflito entre a Zebra Martin e o leão Alex a respeito de ousadia-mercasegurança-conforto-organização versus empreendedorismo-do. Quando, por uma série de circunstâncias (as mudanças no ambiente externo), os dois se vêem dentro da selva a divergência começa a ficar ainda mais séria. O leão Alex, tal como aqueles que se acostumaram a lidar apenas com o conforto interno da organização empresarial, se sente inseguro e raivoso. A zebra Martin se sai bem melhor, pois ela se adapta rapidamente e começa a (literalmente) inovar.

Enquanto o leão Alex procura remediar a situação buscando formas de voltar a situação de segurança-zoológico (quer somente olhar para o passado) a zebra Martin já se adapta a selva e constrói acomodações (entendendo o novo contexto e buscando olhar para o futuro). Em pouco tempo o insegura girafa Nelman e a disposta hipopótamo Glória, que antes haviam tomado partido pela volta a segurança-zoológico, aderem para a opção ousadia-selva.

O leão Alex tenta se adaptar, no entanto o seu instinto começa a aflorar. Ele não consegue viver sem se alimentar de carne. A carne pode ser entendida como aquela segurança de um bom salário mensal que a empresa (zoológico) antes pagava a ele. Tanto a zebra Martin, quanto a girafa Nelman e o hipopótamo Glória podem se adaptar as novas condições financeiras momentâneas, mas o leão Alex não consegue. Logo ele se volta contra seus amigos querendo literalmente devora-los tal como acontece com aquele líder de equipe que não “brilha” logo nas primeiras investidas no novo mercado e se vê sob o risco de perder a posição antes desfrutada.

O leão Alex, não atendido em suas reivindicações salariais-materiais começa a se isolar e ficar deprimido. Ele já não consegue ser o motivador de antes diante da situação de escassez. Todos os efeitos colaterais de um líder que precisa liderar em meio ao caos podem ser vistos comicamente nas transformações do leão Alex. O medo da transição da segurança para a ousadia; a rápida passagem da ousadia e empolgação inicial para o medo e a depressão frente aos primeiros desafios que se estendem.

No final há uma lição tremenda para todo o líder de equipe: seu sucesso não depende apenas do seu instinto (Alex era um leão), mas depende profundamente da equipe que lhe auxilia a desenvolvê-los e controlá-los. Você pode não achar a importante um funcionário zebra porque é ingênuo, ou um funcionário girafa porque é medroso ou mesmo um funcionário hipopótamo porque não faz reflexão, mas na hora das dificuldades são estes que podem lhe auxiliar a tomar o rumo certo…

Daí a Revolução da Gestão de Pessoas como bem afirma Drucker: O mais importante é que os executivos tenham em mente o seguinte: são as pessoas que realizam o trabalho. Não o dinheiro, não é a tecnologia. Portanto, a principal tarefa do executivo – ou, eu diria, seu principal desafio – é tornar as pessoas produtivas. O livro “Quinta Disciplina” de Peter Senge é uma ótima dica para líderes de equipe que desejam manter “a tensão criativa” sem criar uma “tensão stressiva” (rs). Pesquise no conjunto de nossos links patrocinados as empresas (e os prestadores de serviços) que podem estar auxiliando você a desenvolver sua equipe ou sua organização! Pesquise! Se intere das novidades de mercado! Você vai se surpreender…

Veja o vídeo da Radioblogtv:

Categorias:Uncategorized
  1. Anonymous
    julho 4, 2009 às 11:04 pm

    Muito boa a analise dos personagens, mas senti falta da descrição dos personagens pingüins.
    Eles são quatro personagens distintos, com personalidades próprias, que unidos formam um time de empreendedores que atuam, com táticas de guerrilha, dentro da corporação seguindo as suas próprias regras e hierarquia. (Talvez por toda essa demonstração de ação de independência eles não sejam um bom exemplo didático de gestão de pessoas.)
    Como a zebra, eles também têm o objetivo de fugir do Zoo, o objetivo final do time é o Polo Sul. Quando eles conseguem a fuga vão superando todos os obstáculos agindo em equipe, com táticas de guerrilha. Para isso eles atacam um navio (uma outra corporação) e assumem o comando da nave. Ao alcançarem o Pólo Sul eles vêm que o seu objetivo final não era lá o que eles esperavam e rapidamente mudam a estratégia rumando para também conquistar a selva.
    O líder do pingüim é um líder carismático, ele é auxiliado por um secretário de ordens (assessor plenamente eficiente), um especialista em bombas (o engenheiro nerd) e uma recruta destemida (estagiária motivada) que segue, na medida das suas capacidades, sem questionar, todas as tarefas perigosas que lhe são dadas.

    Sérgio de Sena Tavares

  2. Ubiratan Carlos Machado
    julho 11, 2009 às 7:31 pm

    Beleza Sergio!
    Rapaz não é verdade que esqueci realmente os pingüins! Mas, é como vc disse eles são 4 personagens distintos que seguem a parte do roteiro central e vão se juntar somente no final da história aos personagens centrais da história.

    E realmente agem com táticas de guerrilha e tem planos próprios. Eles são determinados e disciplinados mesmo, mas só que somente a execução é feita em equipe, mas o planejamento é todo do “chefe”. Ele decide para onde ir e o restante realmente somente obedece.

    Essa descrição do engenheiro nerd e da estagiária motivada é perfeita. Mas, o importante neste episódio é que realmente o líder (que é realmente carismático, organizado e determinado) reconhece que atingir o objetivo não era o suficiente.

    Ele reconhece que mesmo conseguindo o objetivo final a estratégia não tinha dado certo. O objetivo era ter uma vida melhor do que no zoo e ele percebe de cara que a vida no Polo Sul era uma robada total e traça uma nova estratégia. É importante reconhecer os resultados finais de cada operação para ver se os resultados são adequados ao grupo ou não.

    O líder dos pingüins reconhece isso e isso é importante para um líder. Tem muitos que não reconhecem suas limitações!
    Muito boa observação Sérgio! Vou fazer um artigo só para os pingüins!

    Abraços

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