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A crise financeira segundo He-Man: crise de oportunidades ou oportunidades em meio a crise

Agora a palavra da moda é crise. Claro, que neste caso ninguém quer estar na moda apesar de falar sobre ela. Todos querem falar sobre a crise, mas não querem estar nela! É como a semana do São Paulo Fashion Week (SPFW) onde todos falam sobre moda, mas ninguém quer andar com aquela moda nas ruas…

Sabemos que esta crise é uma crise de financiamento. Não é uma crise eminentemente de produção ou de consumo, apesar de ter reflexos evidentes nestes setores! O fato é que nestes últimos cinco anos muitas empresas cresceram no patamar de dois dígitos, mas esse crescimento era em parte “futuro”. É isso mesmo! Era um crescimento projetado e não real. Se comprava uma ação da empresa Gol por 100 reais (por, exemplo) e, depois de um determinado tempo e da empresa fechar os balanços anuais e lançar as projeções (esses relatórios de empresas que tem ações na bolsa de valores são sempre baseados em taxas de crescimento super otimistas quando não maquiados), as ações desta companhia saltavam para 500 reais.

O individuo que tinha dez ações (100 reais vezes 10 = 1.000 reais) passava a ter 5.000 reais. E isso se repetia na esmagadora maioria das empresas da famosa Bolsa de Valores. Todos passaram a acreditar (e foram levados a isso) que a mina de ouro estava nas Bolsas de Valores! O jargão de todos passou a ser: invista na Bolsa esta dando dinheiro. E isso foi se espalhando para as pessoas até de menor poder aquisitivo! Todas olhavam admiradas como seu dinheiro rendia. A mídia começou a fazer propaganda da Bolsa também! Como esse comercial do Kaka ou esse da Overall

Todos prometiam ganhos fáceis e rápidos! A economia passou a funcionar com base nos mercados futuros. A Bolsa de Valores, que era para ser um termômetro de crescimento do país, passou a ser uma bolsa de apostas que giram em torno de uma visão de capitalismo bem prática e de longo alcance (estou ironizando) “compre na baixa venda na alta”. Peter Drucker dizia que uma empresa deveria retornar algo a sociedade ou em forma de produtos ou serviços a fim de melhorar seu funcionamento. Mas, o chamado “acionista” não pensa nisso! Ele quer o lucro na hora e imediato! Ele parece uma criança mimada que diz: quero e quero agora!
A Bolsa de Valores virou um lugar de especuladores ao invés de um lugar de empreendedores. E infelizmente muitos empreendedores passaram a ficar reféns destes especuladores camuflados de acionistas! Estes pequenos especuladores (porque os grandes se saem sempre bem e sempre na incógnita) passaram a “comer frango” e “arrotar caviar”. Usaram a mesma lógica do financiamento de carros: tenho 3 mil reais na mão compro um carro de 30 mil e vou parcelando (lançando para o mercado futuro, para a expectativa de eu continuar ganhando para honrar as dívidas contraídas). Minhas expectativas são favoráveis diziam eles. Veja o caso de Eike Batista que caiu de seus 16 bilhões de dólares para míseros 6 bilhões de dólares.
Eike Batista continua bilionário. Mas o sonho de ser um dos dez mais ricos do mundo foi adiado pela crise do mercado acionário que derrubou as bolsas do planeta inteiro levando o valor de mercado de suas empresas pelo ralo. Nos seus cálculos, ele perdeu US$ 10 bilhões. “Deixei de ser um homem de US$ 16 bilhões para ser de US$ 6 bilhões, mas isto não mudou muita coisa na minha vida. Veja matéria completa: aqui
Muitos destes pequenos especuladores afirmavam: tenho 1 milhão de reais. Mas, de fato tinham 1 milhão de reais em papeis que poderiam vir a ser tornar efetivamente dinheiro. O próprio Eike Batista admite a ciranda:
Com a eclosão da crise financeira, o valor de suas empresas desabou. Isso levou Eike a constatar que o tranco dos mercados não deixou espaço para vencedores. “Acho que todo mundo perdeu, a não ser os fundos de hedge. O restante é fruto de uma bolha que inchou, inchou, perdeu alguns pilares e desabou. Então todo mundo perdeu, inclusive eu. Me considero um perdedor em termos de valor absoluto. Sumiu uma riqueza maciça neste vendaval”. Veja matéria completa aqui
E o interessante é que quando a coisa começou a andar mal e aparecer as primeiras maças podres (Caso Enron) a mídia logo se encarregou de estimular as pessoas a investir ainda mais na Bolsa de Valores. Veja como a coisa funcionava:

“Existe uma coisa nebulosa nesse meio que se chama mark-to-market. A grosso modo, marcar a mercado significa considerar os ativos de uma empresa tão valorizados que é possível liquidá-los a qualquer momento pelo preço corrente do mercado. Traduzindo, pela matemática tortuosa de Jeff Skilling, diretor e grande pensador da falácia Enron: os operadores poderiam colocar o valor das ações da companhia lá no alto, sugerindo que no prazo futuro essas ações iriam mesmo se valorizar (afinal, a Enron não pára de crescer, diziam), sem ter que justificar a remarcação do preço. Em 28 de dezembro de 2000 o valor de cada ação chegou ao pico de 84,97 dólares – nos bastidores, porém, perdiam-se montanhas de dinheiro com projetos fracassados de internet, com usinas faraônicas na Índia que jamais operaram, com desvios de dinheiro pelos diretores…”

Veja a matéria completa:

Veja um pedaço do filme em espanhol:

Agora esta história é de 2002! Desde lá estes caras vem fazendo da Bolsa de Valores um grande cassino! Era tragédia anunciada! Esse documentário é uma aula de economia e anunciava a “crise financeira mundial”. Mas, de certo modo esta crise vai dar um freio a ciranda financeira e vai levar as pessoas a realmente querem trabalhar e inovar. Investir na economia real. Arregaçar as mangas e buscar fazer as coisas de forma diferente. Desenvolver um bom produto e não oferecer um bom crédito e um bom parcelamento. Nas crises é que a sociedade se renova porque o modo antigo não é mais eficiente e quem tem mais ousadia para tentar um modo novo é quem não tem nada a perder. A ciranda financeira acabou e temos que estar alegres com isso. Vamos enfrentar um momento de ajuste? Sim vamos! Mas, isso o pobre enfrenta todo o dia! E da próxima vez que quiser um conselho de um bom economista eu vou te dar uma dica! Escute o He-Man:

E veja os comentários que os conselhos do He-Man deu sobre economia geraram no youtube:

“Se eu tivesse seguido o conselho do velho He-man em vez de comprar opções a seco, talvez não tivesse levado tanto fumo…A lição quase atemporal do mestre bombado também encaixa-se como uma luva para a atual crise de crédito mundial”.

Veja mais: Opinião do He-man sobre o mercado de ações e a crise financeira

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Categorias:Uncategorized
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