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O que eu aprendi com o filme “O Sobrevivente”: uma boa tática e um objetivo claro valem mais do que uma boa estratégia a longo prazo.

O homem é mais do que um sonhador, é um idealizador. Todo aquele que sonha busca algo, mas aquele que idealiza busca algo perfeito. Eu posso sonhar com uma casa própria, mas idealizar uma casa própria é bem diferente. Idealizar é tornar perfeito aos nossos olhos, é não admitir a possibilidade de não ser do jeito que a gente planejou. O sonhador sonha com algo e confronta a realidade, mas o idealizador não só confronta a realidade, mas exige dela o direito de ver sua idealialização cumprida nos mínimos detalhes.

Neste filme você aprendi muito sobre isso! A diferença entre sonho e idealização. Você tem um jovem alemão que idealizou uma profissão: piloto de caça. Legal, ser piloto é legal. Vou viajar o mundo conhecer novas pessoas (novos bordeis) e vou ajudar meu pais. Legal! Mas, de repente em uma destas voltas que o mundo dá o cara é abatido e cai no meio do Vietnã. Era um pais que oficialmente não estava em guerra com os EUA para o mundo, mas para os vietnamitas não entediam bem assim. E de repente esse idealizador se vê lá no meio do nada (sem recursos) e no meio de tudo (um monte de caras armados querendo pegar ele).

Beleza! Ele é alemão! Ele tem princípios e ideais! Legal! Ele se adaptou rápido, mas pensando sempre em um resgate. Ele segue os procedimentos, mas nada acontece ainda. O helicóptero não desce. O resgate não chega. De repente, ele é capturado. Cai em uma prisão que não é lá estas coisas, mas agora ele tem colegas de prisão. Eles o recebem, recebem suas idéias, seus planos. Ele logo se torna líder deles! Ele tem boas técnicas, ele é otimista, conhece o contexto da guerra e conhece algumas táticas. Ótimo! Assim, deve ser o líder. Nas empresas, isso ocorre também. Um cara novo (um novo gerente, um novo diretor) é sempre uma promessa a ser realizada. É sangue novo no pedaço (no bom e no mau sentido).

Ele planeja! Planejamento estratégico! Ensaiamos varias vezes! Temos pessoas capazes! Assim pensa o líder novato recém capturado. Há planos e reuniões, ensaios freqüentes. Mas, como sempre no dia do “vamos ver” o plano não dá certo. O plano de fuga (plano estratégico) contou com muita gente aderindo, mas na hora do “frigir dos ovos” muita gente debandou! E não é assim nas empresas? E de repente você se vê com o pepino não mão! O jovem alemão então tem que empreender uma fuga em meio a uma selva no qual ele desconhece em grande medida.

Dia a dia ele tem que resistir ao desanimo e ao ambiente hostil. Igualzinho ao que enfrentamos nos nossos ambientes corporativos. Ali eu me vi. Ambiente hostil e perseguição de tropas inimigas. Ele aos poucos tem que se livrar do que é útil taticamente (a curto prazo) e inútil estrategicamente (a longo prazo). Ele se livra do fuzil. As vezes, temos que fazer isso também! Focar no objetivo pensar a curto prazo. Pensar somente em resistir o maior tempo possível a situação. Não podemos pensar em termos de vitória se não desistimos. Temos que pensar apenas em resistir.

Gradativamente o jovem piloto vai se dando conta que ter uma boa tática é muito mais importante do que ter uma boa estratégia. Às vezes, o importante é ter um objetivo claro que uma tática precisa. Deixe os planos para lá. E assim é quando nosso jovem piloto vai descendo o rio. Ele encontra desafios, seu colega tem a cabeça decepada, ele tem que se achegar aos inimigos (ele fica seguindo o acampamento de soldados vietcong para comer o resto de comida deles) e ser paciente a fim de apenas sobreviver. Ele tem que esperar o inesperado…

Na nossa vida em muitos momentos enfrentamos isso! Eu me vi nele! Tendo que esperar o inesperado. Sua tática de resistência foi ao ponto dele comer uma cobra viva! Ele agora estava concentrado em sobreviver. E eis que de repente chega o helicóptero do resgate! Estava salvo! Na nossa vida temos que ter essa determinação tática para vencer. Muitos se apegam muito ao futuro (o que será de mim? Esse departamento não tem futuro? Como vou trabalhar nestas condições?) e acabam perdendo as oportunidades que o presente nos dá (para nos mantermos no jogo).
Foi isso que eu aprendi! Idealizar é bom, mas sonhar é melhor ainda porque é sonhando que temos como sobreviver ao mundo real e temos tempo para nos adaptar taticamente! O personagem sonhou com o resgate, mas nunca idealizou como ele seria. E este resgate não foi fácil! Ele ralou muito para “chegar até aquele ponto de resgate”. Ele sonhou, mas não idealizou! Pense nisso com carinho…rs
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