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Empreendedorismo, Ousadia e Custo Operacional: o fim do vôo da Gol no céu de cruzeiro?

A maioria das pessoas acham que abrir um negócio próprio é um passo de muita ousadia. E, é verdade! Mas, não toda a verdade! Imagine você um cara que veio de uma família de donos de frota de ônibus se aventurar no mercado de aviação e dar certo! O cara entra na Forbes (lista dos ricaços do mundo) e é considerado um gênio do business. Ele se empolga com o negócio e quer dar um passo mais ousado. E ele pode dar, porque ele é o cara que saiu “do nada” e fez o que ninguém no país tinha ousadia de fazer. Ele é empreendedor e é ousado! Isso é raro de se encontrar!

Mas, tinha uma pedra no meio do caminho: custo operacional. O custo operacional fez com que ousadia e o empreendedorismo de Constantino valesse 77% a menos no último ano. Uma ação da gol que valia 100 reais hoje vale 23 reais. A compra da Varig foi um ato de ousadia sim, mas a questão dos detalhes do tempo de absorção da empresa (mais de um ano devido a cultura corporativa da Varig), entrada de novos concorrentes (jet blue operando no Brasil e a Tam apertando o passo) e custo operacional (aviões mais antigos, bebendo mais combustível, atrasando mais operações de vôo) pesaram mais. São muitos detalhes a serem considerados quando se faz uma fusão ou se planeja um processo de expansão. A ousadia e o empreendedorismo tem um vilão implacável: custos operacionais:

Em termos de Gestão de Pessoas:

Unir as duas aéreas de características tão opostas foi um trabalho hercúleo, que exigiu noites em claro de Constantino e de seus principais diretores, remanejamentos e demissões de funcionários e, o mais difícil, a junção dos sistemas operacionais das duas empresas.

Em termos de Gestão Logística

A Varig operava poucos aviões que faziam voos longos. A Gol tinha um perfil oposto – rotas curtas com muitas aeronaves. “Os processos duplicados faziam com eu que tivesse despesas em dobro”, diz Constantino. “Era uma operação de altíssima complexidade.” Tudo isso gerava prejuízos, provocava atrasos nos voos e irritava funcionários, que não sabiam exatamente se a Gol iria incorporar a cultura da Varig ou se esta última imporia sua maior tradição.

Em termos de Gestão Estratégica

Quando desenhamos a operação internacional, tínhamos a expectativa de utilizar aviões de última geração. O problema é que o 787 teve o seu lançamento postergado pela Boeing. Tínhamos o 767, mais antigo e que possui um consumo de combustível muito elevado. A equação não fechava, pois seria impossível alcançar o nível de receita esperado

Em termos de custos operacionais

A Varig trouxe inúmeras dificuldades. A aquisição da empresa impôs à Gol a utilização dos Boeing 737-300, mais antigos que os aviões da nova geração que integram a frota criada por Constantino Junior. Aeronaves com muitos anos de atividade exigem custos de manutenção e gastos de combustível maiores. “

Não é brincadeira! O Constantino mudou até o ar da graça segundo o repórter: Constantino é hoje um homem diferente daquele que fundou a Gol em 2001. O ar de garotão deu lugar a um semblante mais sério e já se notam alguns fios brancos nos cabelos penteados para trás.

Eu reafirmo: o custo operacional é o maior desafio do empreendedor. Ter novas e boas idéias não é tão difícil, mas implementa-las com sucesso em termos de custo operacional é dificílimo…


Palestra Radioblogtv:


Palestra sobre Custos Operacionais na Radioblogtv: webconferência

Categorias:Uncategorized
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