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Aula 16 – TGA Mp3 Áudio: Teoria Geral da Administração – Capítulo 3 Princípios da Administração Científica de Taylor – pg64

Então continuamos com nossas aulas de TGA. Hoje vamos falar dos princípios da administração científica de forma mais prática. Essa aula é muito importante, pois esse pequeno trecho contém conteúdo para fazer um doutorado! Imagine uma fábrica onde não há processos claros. Onde cada a funcionário esta mais preocupado em colocar a peça no carrinho do que na qualidade ou no cliente que vai comprá-la. O único controle de produtividade existente é um capataz com um chicote na mão que não deixa o operário parar sequer para coçar a sobrancelha.
Quando Taylor entrou no mundo das fabricas era esse o contexto. Hoje podemos ver Taylor como ultrapassado e retrógrado, mas Taylor foi mais revolucionário do que Peter Drucker para sua época. Quando ele estabeleceu os princípios de planejamento, principio de preparo, princípio de controle e principio de execução ele proporcionou um salto de produtividade jamais visto no mundo da produção. Foi a partir deste momento que o patronato percebeu que o operário não era uma mula sem direção, mas elemento chave para o aumento da eficácia e do volume de produção dentro da fábrica.

Principio do planejamento: ele traz a questão da organização em pauta dizendo: “olha não é o operário que tem que arrumar maneiras de produzir mais (naquela época se ganhava por peça produzida), mas sim a direção que tem que encontrar maneiras de melhor organizar o trabalho deles. Eis que surge o administrador, gerente, diretor etc… O objetivo deles é organizar o trabalho. Eis o avô do conceito de administração: “substituir a improvisação pela ciência através do planejamento do método de trabalho” (pg.64)

Principio de preparo: aqui temos o principio do RH Estratégico ou da Gestão de Pessoas. Taylor alerta que a contratação não pode ser feita alheatoriamente. É preciso conhecer o departamento (seção) em que o operário vai trabalhar. Mas, o interessante é que não existiam subdivisões internas nas fábricas então não tinha como saber que tipo de operário era necessário. É a partir deste ponto que a administração passa a se empenhar em saber o que se passa dentro da fábrica e saber quem faz o quê. Podemos dizer sim aqui se inicia a prospecção do que chamamos hoje de setores estratégicos da corporação. O RH estratégico nasce aqui como também a noção de gestão de pessoas: “prepara-los e treina-los para produzirem mais e melhor, de acordo com o método planejado” (pg.64)

Principio do controle: o trabalho neste período é medido por peças. Um trabalho não ganhava salário ganhava por produção de peças. Ninguém se importava qual a qualidade do material que esse operário usava ou as condições de trabalho dele. Tudo se operava muito no vazio. Mas, quando Taylor fala de controle é necessário revisar todos estes gargalos da produção. O operário deixou de ser inteiramente responsabilizado e a classe administrativa foi convocada a dar suporte a produção. A idéia do controle denunciava as mazelas da fábrica e expôs a necessidade de uma classe gerencial (classe de administradores). Ele dizia: “a gerencia deve cooperar com os trabalhadores na execução seja a melhor possível” (pg.64). Isso foi revolucionário para a época!

Principio da execução: Esse principio então realmente colocou a classe de administradores em evidencia. Como eu disse o contexto era caótico e os patrões só se preocupavam em deixar os operários ocupados o maior tempo possível para auferir a chamada “mais valia”. Quando Taylor coloca em cheque esse principio e diz que a “mais valia” (Karl Marx) pode estar na forma de se organizar o trabalho (e não na forma de tiranizar o trabalho) há uma quebra de paradigma. Ele afirma: “distribuir atribuições e responsabilidades para a execução do trabalho seja disciplinada”. Ele contesta o principio de que “fazer o trabalhador trabalhar mais é o principio da lucratividade”. A questão era “fazer o trabalhador trabalhar mais eficazmente é o principio da lucratividade”

E detalhe, ele dizia que essa não seria a função do trabalhador. A função do operário era trabalhar e não planejar sua atividade produtiva. Isso era responsabilidade da classe dirigente da fábrica (eu até então era pouca ou inexistente). Para exemplificar peguei dois vídeos do filme “A classe operária vai ao paraíso” que mostram um pouco o cotidiano de uma fábrica já moderna (década de 60 e 70) onde a estrutura para oferecer ao trabalhador uma possibilidade de um trabalho mais eficaz ainda é precária, mas existente. Reparem o homem de jaleco branco passando e a preocupação do operário em “não perder o ritmo da produção”.Ele intimida ao invés de orientar, anota e multa ao invés de perceber e apoiar, ele denuncia ao invés de acolher as reivindicações dos operários.
A falta de estrutura produtiva para o operário cria o “stress” e todo um conjunto de elementos negativos na vida pessoal (casamento, relacionamentos afetivos, criação filhos) e na vida coletiva (greves, paralisações, comunismo, desanimo, depressão, insanidade). Estes elementos saem caro para a fábrica. Ele perde um excelente funcionário e coloca na sociedade um homem insano e cheio de neuras. Na época não se tinha como calcular o prejuízo causado por ambientes assim (sem falta de estrutura para o trabalho), mas hoje isso é perfeitamente possível.

Mas, não se enganem, mesmo empresas modernas do setor de serviços pode levar “operários modernos” a este estado de “stress” produtivo. É preciso organizar o trabalho coletivo. Taylor apontou isso. Vou colocar o áudio da aula em mp3 para baixar mais tarde! OK.

Palavras chave: gestão de pessoas, Taylor, princípios de administração cientifica, aula, mp3, palestra, curso, administração, Rh estratégico,
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