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Motivação e Liderança em sala de aula II: da autoridade escolar a cultura organizacional como estratégia de conquista dos alunos

Como havíamos comentado no artigo anterior Gramsci abriu as portas do conceito de superestrutura para a esquerda, mas eles estavam tão preocupados em tomar o Estado e as fábricas que esqueceram da Escola. E foi justamente na Escola que a revolução social foi estancada. A escola, em países como os Estados Unidos, se tornou centro de futuros capitalistas. É só ver o número de milionários que saem das Universidades norte-americanas e ver o número de prestadores de concurso que saem das universidades brasileiras.
Nada contra concursos! Eu mesmo vou prestar um agora no final do ano, mas sou contra somente fazer concursos. Isso é problema! Precisamos ir além porque o sistema capitalista nos dá esta oportunidade única agora no começo da revolução da informação. Não sabemos como vai ser mais para frente, mas o fato é que agora temos oportunidades incríveis. Mas, toda a evolução (ou revolução) traz suas mudanças nos outros setores da sociedade. A revolução da informação (e democratização social) solapou a autoridade da escola e do professor. Solapou a autoridade do professor enquanto autoridade punitiva (física e moralmente falando. Lembre-se que temos pessoas de 60 anos que estudaram em escolas onde a palmatória e a violência física era muito usada) e solapou sua autoridade enquanto centro do conhecimento (tirando a enciclopédia somente o professor acumulava conhecimento de maneira rápida e organizada (alguns…rs)).
Somente estas duas mudanças já mudaram todo o cenário da escola e, conseqüentemente, mudaram a vida profissional dos professores. Mas, a perda da autoridade foi compensada (e grande parte dos professores não tomou posso desta compensação social) pela ascensão do conceito de cultura. A revolução da informação detonou o conceito de cultura escolar ampliando tanto seus horizontes que ninguém mais sabia definir o que ela era exatamente. Cada professor estava livre para trabalhar agora. Cada professor poderia operar o que Gramsci tanto falava como elemento central da superestrutura: a visão de mundo (visão social).
Foi dado ao professor essa liberdade, mas sabe o que maioria fez com ela? A entregou ao livro didático! Isso mesmo! Professores, aos montes, buscavam um bom livro didático para usar em sala de aula. Sem uma formação adequada (ou suficiente), perdidos em ideologias e marxismos maniqueístas muitos professores simplesmente se tornaram “críticos”. Sim, se tornaram críticos do sistema. Passaram a criticar tudo. Ter uma visão crítica da sociedade passou a ser um jargão nas ciências humanas. Era preciso se especializar em criticar.
Mas, espera ai os alunos precisam de esperança e perspectiva de vida? Não é? Ahhh, mas eles só poderão ter isso depois que aprenderem a ser críticos da sociedade! Mas, ai eles já saíram da escola e vão estar por conta própria…Ai sabe quem vai dar a visão de mundo para esse aluno? O traficante, o assaltante, o empresário explorador, o sindicalista, o cara do buteco, as empresas terceirizadas, o padre etc. Precisamos urgentemente retomar o conceito de cultura dentro do universo escolar. Não estou dizendo cultura do tipo escola de samba ou saci perere. Estou falando de cultura enquanto organização. Cultura organizacional.

A cultura organizacional é formada por seus valores
éticos e morais, princípios, crenças, políticas internas e externas, sistemas, e clima organizacional. São “regras” que todos os membros dessa organização devem seguir e adotar como diretrizes e premissas para guiar seu trabalho. Cultura pode ser definida como um modelo de suposições básicas que os grupos inventam, descobrem ou desenvolvem com a experiência para enfrentar seus problemas[1]. – Veja o conceito na integra: clique aqui

É disso que estou falando: experiência para enfrentar seus problemas. É desta cultura organizacional que precisamos dentro do universo escolar. Os alunos querem resolver seus problemas! Eles tem pouco aparato familiar (os pais trabalham demais) e buscam isso dentro do universo escolar. É preciso trabalhar mais esse aspecto.

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